Pior, não podia ser! No momento preciso em que abandonara triunfante a indiferença e julgara-se pleno de razão, no outro extremo da mesa, o silêncio reflexivo fora abandonado para bagunçar literalmente o coreto e registrar a sua preocupação. E para espezinhar ainda mais, o doutor concluira: o pobre paciente enfiara palavras no orifício da traqueotomia, sem conseguir abandonar o vício do despropósito que leva o vão discurso à morte. Uma imagem terrível que acompanha alguns a vida toda, e ajuda bastante a outros, a deixar de fumar palavras. Conceituar com amplas leituras e reflexões é o que faz o bom e solidário doutor que prima por tiradas inusitadas, agudas e certeiras, pouco preocupadas com convenções e modismos. Se estiver outra vez sentado naquela mesa, comentando as hipócritas justificativas da grande mídia e das autoridades públicas e universitárias, certamente o saudoso doutor diria sem retenção: retirem a fumaça de cigarro das palavras deles. Elas sim, matam! E concluiria, dialeticamente: mas o cigarro é um grande negócio. A indiferença, por vezes, também é.
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9 comente aqui:
Maravilhosa, mais uma vez! Aborda temas e desenvolves muito bem!beijos,chica
Muito boa tarde Amiga
Desculpe pelo meu silencio, não tem sido por esquecimento, mas por conta do momento que estou vivenciando!
Tem coisas que só o tempo pode curar , para poder voltar a sorrir ao vir lhe visitar.
Natal
É a reconciliação com o nosso coração, renovando o nosso interior com a força do Amor.
Natal
É aprender a reconhecer nossas faltas e nos perdoar pela nossa imperfeição humana, assumindo o compromisso da nossa renovação espiritual.
Tenha uma linda Semana coberta de muita paz e amor
Abraço amigo
Maria Alice
Penso que a indiferença seja o maior deles, Renata...
Um beijo.
Metáforas dialéticas para lidar com idiossincrasias meio torpes. Grande Renata! Muito bom! Abração. Paz e bem.
A indiferença é terrível, amiga!
Beijocas, querida!
As coisas mudam com a vida...beijo Lisette.
Olá, chegado da "Fábrica de Letras". O efeito placebo do Dr. parece não surtir muito efeito no pobre moribundo. Tem a razão de, às vezes, as palavras (e muito mais a indiferença) serem maior veneno que o cigarro.
Olá, querida Renata
" Das alturas orvalhem os céus,
E as nuvens que chovam justiça,
Que a terra se abra ao amor
E germine o Deus Salvador"...
Hoje estive numa Cidade grande e vi a indiferença no ar.... notória e visível aos extremos... Uma lástima!!!
Fico tão sem palavra para agradecer o carinho imensurável com que me cumula ao longo do ano que só posso lhe dizer que te amo fraternalmente...
Seja muito abençoada e feliz, amiga!!!
Bjm de paz e FELIZ NATAL... apesar de qualquer vestígio de dor em seu coraçãozinho....
"Quando eu estiver contigo no fim do dia, poderás ver as minhas cicatrizes,
e então saberás que eu me feri e também me curei."
(Tagore)
Tal como o cigarro, também a indiferença pode matar.
Aproveito para desejar um Feliz e Santo Natal!
http://utopiarealista.blogspot.com/2011/12/feliz-natal.html
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